Dor

DOR é caracterizada como uma “experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo através das suas experiências anteriores”.

A dor pode variar quanto a sua origem, localização e duração.

Dor localizada


Dor localizada se caracteriza por dor que se restringe a uma região específica do corpo (dor decorrente de uma torcida no pé).

Dor difusa


Dor difusa se caracteriza por dor que está espalhada por diversas regiões do corpo (dor decorrente de um quadro de fibromialgia).

Dor aguda


A dor aguda se caracteriza por dor resultante de uma lesão traumática, cirúrgica ou infecciosa, de início abrupto e curta duração. Tem caráter fisiológico e função de defesa, evitando injúrias ao local lesado. A dor aguda normalmente é auto-limitante e tende a desaparecer com a cura dos danos físicos.

Dor Crônica


A dor crônica se caracteriza por dor que persiste além do tempo normal de cura tecidual (normalmente com tempo maior que 3-6 meses de duração). Atualmente é aceito que a dor crônica representa uma doença em si, em que não há evidência de dano tecidual ou razão biológica para essa dor. A dor crônica é de difícil controle e acarreta em perda, muitas vezes grave, da qualidade de vida do indivíduo.

Uma classificação mais contemporânea classifica a dor como adaptativa ou mal-adaptativa. A dor adaptativa é uma reação normal a uma lesão tecidual (dor inflamatória). Caso a dor adaptativa não seja tratada adequadamente, mudanças ocorrem na medula espinhal e cérebro, levando a uma dor chamada de mal-adaptativa (dor central). Quanto mais tempo a dor ficar sem tratamento adequado, mais provável que se torne em dor mal-adaptativa, mais séria e mais difícil de tratar.

Dor neuropática


A dor neuropática é causada por lesão ou disfunção direta no sistema nervoso periférico ou central. É normalmente caracterizada por sensação de dor em queimadura, formigamento e/ou agulhada. Tipicamente, a dor neuropática está associada a alodínea, hipersensibilidade e alterações sensoriais.

Dor nociceptiva


A dor nociceptiva é causada por lesão ou dano tecidual. Que gera estímulo nervoso doloroso, gerando uma resposta defensiva, nem sempre envolvendo plena consciência do indivíduo. Normalmente a dor nociceptiva é caracterizada por dor chata que piora ao movimento, com local definido e intensidade variável.

Dor mista


A dor mista se caracteriza por combinação dos sintomas dolorosos previamente descritos, em decorrência de lesões ou dano tecidual associado a alterações do sistema nervoso central ou periférico.

Hiperalgesia


Hiperalgesia se refere a sentibilidade elevada à estimulação, sendo com freqüência utilizada para designar uma resposta desagradável exacerbada a um estímulo que não é considerado nocivo.

Alodinia


A Aldodinia refere-se à uma dor resultante de estímulo não nocivo sobre a pele normal.

Dor somática


A dor somática é originada de lesões em ossos, articulações, músculos e pele. Esse tipo de dor se caracteriza por dor localizada, constante, lancinante, contínua e pulsante.

Dor visceral


A dor visceral é decorrente de estiramento, distensão ou inflamação de vísceras. Esse tipo de dor é descrita como dor profunda, espasmódica contínua ou corrosiva, sem localização exata.

Dor Crônica

Ao fazer a consulta conosco, você receberá o primeiro atendimento já para tratar, controlar e reduzir sua dor. Nesta mesma consulta, solicitaremos os exames necessários para o diagnóstico e se houver necessidade, também solicitamos a avaliação de outros especialistas para fechar seu diagnóstico.

O tratamento realizado na clínica CENTERDOR é individualizado uma vez que a dor é algo pessoal e depende do histórico de cada paciente. Para tratamento da dor, a clínica CENTERDOR conta com equipe multidisciplinar capacitada e extensa gama de serviços especializados, incluindo:

– Exercícios Terapêuticos
– Recursos Eletrotermofototerapicos;
– Terapia Manual;
– Estimulação Magnética Transcraniana;
– Infiltração muscular;
– Pilates;
– Acupuntura.

Aqui você receberá o acolhimento necessário para alcançar melhor qualidade de vida.

 

O que é dor crônica?

Todos nós sentimos dor. Porém a intensidade a forma e o impacto da dor dentro da vida de cada pessoa é individual e variável.

Vamos entender esse fenômeno?

A dor aguda, um pouco mais simples de se compreender dada a fácil identificação de um evento causador, já impõe desafios por já ser uma experiência subjetiva e única para cada indivíduo. Por exemplo, o nível de dor sentida muitas vezes não corresponde à extensão da lesão. A influência do contexto, aspectos emocionais e pessoais vão juntos determinar uma resposta comportamental à lesão ou a exposição ao risco de se lesionar.

Já a dor crônica é mais subjetiva e complexa. As dimensões comportamentais, psicológicas e sociais passam a desempenhar um peso maior sobre a experiência dolorosa agora crônica, com um período superior a 3 meses de duração. Crenças disfuncionais quanto aos seus sintomas, o medo relacionado ao movimento, passam a incorporar ao comportamento doloroso um ciclo de DOR – MEDO – EVITAÇÃO – PERDA DE FUNÇÃO.

 

Quais são os fatores que determinam por que, após uma lesão semelhante, algumas pessoas experimentam dor persistente, e outras não?

  • Fatores psicológicos (Sintomas ansiosos, depressivos, somatização catastrofização) estão implicados como preditores na transição da dor aguda para crônica.

  • Crenças e atitudes disfuncionais a respeito do seu estado de saúde e seus sintomas

  • Comportamento de medo/evitação relacionado a atividade e ao movimento físico.

  • Estratégia pessoal de enfrentamento da dor

  • Envolvimento de ganhos secundários sociais envolvendo a dor.

 

Sintomas depressivos, por exemplo, podem atenuam a visão autodepreciativa de saúde e interferir no estabelecimento de vínculo terapêutico e expectativa de melhora frente a tratamentos; Sintomas ansiosos podem por exemplo, introduzir no cuidado desse paciente a hipervigilância sobre o seu estado de saúde e sintomas.

Além da neuroplasticidade semelhante observada entre a depressão e a dor crônica, a Sensibilização Central (amplificação crônica da resposta à agentes estressores no SNC) podem nos servir de exemplo para explicar patologias reconhecidas pelos aspectos somáticos envolvidos com a experiência dolorosa, são elas: Fibromialgia, Osteoartrite, Dor lombar inespecífica, Enxaqueca e Cefaléia tensional, Disfunções temporo-mandibulares, Síndrome do intestino (cólon) Irritável, Síndrome da bexiga hiperativa e em qualquer dor pós-traumática ou cirúrgica  persistente.

Recentes descobertas sobre o fenômeno da dor impõem novos desafios aos profissionais de saúde.

O que a ciência diz ser eficaz no cuidado do paciente com dor?

  • Educação sobre dor. Apresentar ao paciente a neurofisiologia e os aspectos multidimensionais da dor com o objetivo de promover a reconceitualização dos seus sintomas e a compreensão os fatores modificáveis internos e externos no fenômeno doloroso.

  • A avaliação dos aspectos multidimensionais da dor; compreender o impacto dos aspectos psicossociais e comportamentais que envolvem o fenômeno doloroso de forma única para cada paciente.

Explorar atitudes e crenças disfuncionais ao redor da dor e do movimento, a autoeficácia no manejo dos sintomas de cada paciente; e o acesso por meio de questionários traduzidos e validados a sensibilização central e os sintomas ansiosos e depressivos

  • O cuidado centrado no paciente é fundamental no estabelecimento de metas e na tomada de decisões terapêuticas.